Friday, August 18, 2006

Livros

Ubersexual?

Advertising Giant JWT Names Top Ten Ubersexuals - Men Who Ooze M-ness, Self-Awareness, and Self-Confidence (and Almost Always Get the Girl)

NEW YORK, Oct. 11 /PRNewswire/ -- JWT (formerly J. Walter Thompson), theworld's oldest advertising agency and the largest agency in America, has namedthe top ten men it defines as ubersexuals. These are men who embrace thepositive aspects of their masculinity or "M-ness" (e.g., confidence,leadership, passion, compassion) without giving in to the stereotypes thatgive guys a bad name (e.g., disrespect toward women, emotional emptiness,complete ignorance of anything cultural outside of sports, beer, burgers, andathletic shoes).
Marian Salzman, Executive Vice President, Director of Strategic Content,JWT Worldwide, points to ubersexuals in her new book, The Future of Men, as asignificant segment of the young male demographic that advertisers andmarketers too often overlook. The media are so busy portraying men aswomanizers, wimps, or clueless oafs constantly looking to women for direction(ever see Everybody Loves Raymond?) that they're missing an important shiftamong the population in the real world.
Salzman, the trendspotter who first predicted the rise of metrosexuals twoyears ago, believes the days of metro are numbered -- in part because of abacklash against their overstaying their 15 minutes of fame. Guys want theirM-ness back. They're tired of taking their behavioral and fashion cues fromtheir female counterparts and from men's magazines that boil men down to theirbasest, most simplistic selves.
Metrosexual or Ubersexual? How to Spot the Difference
* Both are passionate, but the uber is passionate about causes and principles, while the metro is mostly passionate about himself
* The uber spends more time grooming his mind than his hair
* Both treat and respect women as equals, but the uber considers other men, not women, his best friends
* The uber is more sensual and not at all self-conscious; he doesn't need other people to tell him he's sexy -- nor does he plan his errands around which shop windows offer the best reflection
* The metro gets design tips from the Fab Five; the uber gets them from his travels and interest in art and culture
* The uber knows the difference between right and wrong and will make the right decision regardless of what others around him may think; the metro knows the difference between toner and exfoliant -- and worries that he's using yesterday's brand
"The descriptor 'uber' was chosen because it means the best, thegreatest," says Salzman. "Ubersexuals are the most attractive (not justphysically), most dynamic, and most compelling men of their generations. Theyare confident, masculine, stylish, and committed to uncompromising quality inall areas of life."
JWT's Top Ten
Here, in reverse order, are the top ten men JWT says embody everything
uber:
10. Jon Stewart: He is outspoken without regard to what other people think (as evidenced by his skewering his hosts during this year's Advertising Week). He is supportive of women and pokes fun at himself in a self-deprecating way.
9. Guy Ritchie: His masculinity is unquestioned even though he's married to one of the world's top music icons. (In fact, gravitating toward strong women tends to be an uber trait.)
8. Pierce Brosnan: His James Bond strength was never compromised when we watched him publicly mourn his first wife (and raise her children). He has Remington Steele's classic elegance and savoir faire.
7. Ewan McGregor: A handsome, fashionable family man, McGregor is versatile enough to go from riding his Harley Davidson around the world to walking the red carpet. He is comfortable in his own sexuality.
6. Barack Obama: At the DNC, he managed to marry sentimental love of family with a new face of patriotism. And he looks sharp in a suit.
5. Arnold Schwarzenegger: He journeyed from body builder to mega movie star to politician, all the while keeping his shoes buffed and hair in place. He has succeeded in every challenge he's faced, and he has a Kennedy for a wife.
4. Donald Trump: Love him or hate him, Trump is a man who is certain about what he wants and sets out to get it, no holds barred. Women find his power almost as much of a turn-on as his money.
3. Bill Clinton: A born charmer with Southern roots who is not afraid to cry. He is a supremely confident, decisive leader. And he has supremely sexy hands.
2. George Clooney: He appreciates the finer things in life (including his villa on the shores of Lake Como), and he is strongly bonded with and loyal to a cadre of male friends. His timeless image has allowed him to rise from B-sitcoms to box-office hits, some of which he's directed and/or produced.
1. Bono: He's global, socially aware, confident, and compassionate, and he commands a huge base of followers who are fans of his music -- and his humanitarianism. Is it any wonder rumors are swirling about a Nobel Peace Prize?
(Dan Klores Communications
Adam Schiff/Robert Zimmerman/Brian Moriarty
212.685.4300
Eric Robertson
JWT New York Public Relations
212-210-7336)
Links relacionados: http://www.jwt.com

Saturday, August 05, 2006

Filmes

Livros

"Por que é que uma conclusão evidente é uma "verdade de La Palisse" ?

Ao que parece, o original Jacques de la Palisse, nascido no século XV, pouco teve a ver com certificações do óbvio. Diz a história que La Palisse, oficial ao serviço do rei de França, morreu na batalha de Pavia e os seus homens compuseram uma canção em sua honra, que dizia: "s'il n'etait pas mort, il ferait encore envie" (se não estivesse morto, ainda causaria inveja). No século XVII foi feita uma versão burlesca da canção em que se brincava com a frase: "il serait encore en vie" (estaria vivo) e que rezava: "Un quart d'heure avant sa mort, il était encore en vie" (um quarto de hora antes da sua morte/ele ainda estava vivo). Daí nasceu o termo "lapalissade", um truísmo.

(Joana Amaral Cardoso in Pública nº 523)

Sunday, June 04, 2006

Tribuna

MAL-AMADOS

Jack Welsh, descrito na imprensa portuguesa como "um dos gestores mais admirados em todo o mundo" não esteve com meias medidas e, numa conferência em que participou, exprimiu o seu espanto pelo facto de os portugueses não se mostrarem "envergonhados" pela maneira como são vistos no estrangeiro. E disse mais: "É humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, que é a de uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos."

Welsh fez bem em dizê-lo e fazia-nos bem ouvir mais verdades como esta para substituirmos a nossa balofa e inconsequente auto-estima pela percepção de que a realidade não é propriamente um espelho do nosso excesso identitário. Como vivemos no mundo das ilusões, não queremos saber por que é que homens como Welsh, que não precisava sequer de se dar ao trabalho e à incomodidade de dizerem coisas feias sobre os seus anfitriões, são capazes de sentir por nós a "vergonha" que nós não temos. Basta ler os comentários indignados a estas declarações para ver como a "arrogância do estrangeiro" nos serve para esconjurar o que não queremos ver e desresponsabilizarmo-nos do que fazemos e não fazemos.

É particularmente útil sermos confrontados com a nossa imagem vista de "fora", quando mais uma vez nos entregamos à tarefa permanente de nos iludirmos com o futebol. A futebolândia está a assumir o papel de nossa "pátria", quando não conseguimos fazer melhor a que temos. Talvez por isso lidamos bem e contentamo-nos com o que dura pouco e não dá muito trabalho, fadados para bater os recordes do Guinness, se isso implicar número, festa, um pouco de idiotice e muitos autocarros pagos pelos nossos impostos. Encher as ruas de Pais Natais e os estádios de senhoras coloridas, isso somos capazes de fazer. Ser exigentes e abandonar a nossa consabida "displicência", que Eça retratou como ninguém em Fradique, isso não nos leva a colocar bandeirinhas nas janelas.

Mas nem o futebol apaga de todo o choque que as imagens de Timor fazem à nossa idílica visão do "mundo feito pelos portugueses", outro repositório da nossa permanente procura de auto-estima na ignorância e na facilidade. É uma velha ilusão pós-colonial que temos por todo o lado, a de acharmos que os povos por onde nós passamos, muitas vezes de forma completamente episódica, nos estimam de forma muito especial. A realidade encarrega-se de nos desiludir, mas nós queremos pouco saber da realidade.

Os brasileiros discutem seriamente se não teria sido melhor terem sido colonizados pelos holandeses e alguns maldizem o dia em que a Holanda perdeu o Brasil para o reino de Portugal. Reagem pavlovianamente a qualquer up-grade da nossa presença, seja nos dicionários e na ortografia, seja na literatura, seja nos negócios, seja na política. A maioria dos portugueses nem sequer sabe, nem ninguém lhes diz, que muitos "irmãos" brasileiros nutrem tais sentimentos familiares.

Em Angola damo-nos bem com os governantes, convencidos que nos damos bem com o povo. Mas estes tratam-nos com arrogância em todos os momentos em que não nos portamos bem e esquecemos que somos tolerados apenas enquanto formos serventuários de um dos poderes mais corruptos de África. A elegância europeia da família "Dos Santos" pode partilhar os salões com muitos empresários portugueses, mas o que flui entre eles é o dinheiro dos negócios, não é respeito nem consideração. Qualquer mínima tergiversação no código de conduta da omertà luso-angolana dá logo origem a editoriais do Jornal de Angola e admoestações aos "tugas".

Na Guiné-Bissau, nem vale a pena pensar, porque se tornou inabitável. É talvez a única parte do império que pensamos que perdeu as cores verde-rubras e voltou a dissolver-se no negro de África, na África não recomendável em que não entramos. Nunca pensamos Angola e Moçambique só como África, mas a Guiné é África de vez, ou seja, é-nos indiferente.

O que é que sobra? De São Tomé sabemos pouco, mas pensamos que talvez pudesse ter sido um Dom-Tom português [ex-colónia francesa com estatuto especial na UE] que deixamos escapar à sorte de ter entrado na União Europeia e, como na Ilha da Reunião, de ter vacas pagas pela Política Agrícola Comum e as roças a funcionar. Temos a vaga nostalgia de que, se não fosse o PREC, São Tomé, como aliás Cabo Verde, poderiam ter continuado "nossos", com um governador benigno, dinheiros comunitários e apenas com uma agitação residual e irrelevante de alguns independentistas a quem a democracia do 25 de Abril permitiria um partido e um jornal local em crioulo.

Macau, esse, nós esquecemos depressa. Ficou chinês com imensa velocidade e só existe entre nós como memória da "árvore das patacas", com a má fama de ter sido o local de perdição dos socialistas que o governaram nos anos do fim. Foi-se o exótico, fica Camilo Pessanha, mas o quem é que coleccionaria cromos com o bizarro Pessanha, quando temos os sub-21 e os supra-21?

Resta Timor, a última e hoje a maior das nossas ilusões pós-coloniais, que desaba nos ecrãs de televisão, quando vemos os bandos de "jovens" destruindo os escassos bens do seu país e somos obrigados a chamar-lhes não indonésios, nem milicianos a soldo dos indonésios, mas sim timorenses. O país que os portugueses acham que tornaram independente com as manifestações silenciosas de Lisboa, a quem os jornalistas passaram a chamar Timor Lorosae para que na palavra os seus mitos se fizessem realidades, e sobre o qual alimentamos o absurdo transversal, à esquerda e à direita, que os timorenses querem ser portugueses, conhece um golpe de Estado (que também não queremos ver), associado a violências típicas de "Estado falhado", que o tornaram ainda mais pobre e esquecido.

Ficamos mal amados, mal lembrados, pouco estimados no mundo e Welsh lembra-nos com crueldade que ainda estamos pior, que estamos num caminho descendente. Lembrá-lo é negativismo dos intelectuais, traço típico desde os "Vencidos da Vida" das nossas elites ou outro defeito qualquer que faça parte do problema e não da solução? Talvez. Também. Mas não só. E não deixo de pensar que mais vale uma boa dose de realidade, cruel que seja, do que a ilusão das bandeirinhas, que ao fim do primeiro jogo, ao fim de uma qualquer derrota no relvado, se transforma em azedume, zanga e justificação de impotência para nada se fazer.

(José Pacheco Pereira)

Wednesday, May 10, 2006

Tribuna

Petição a favor do intervalo durante a visualização de um filme no cinema :

http://www.petitiononline.com/2321/petition.html

Saturday, March 18, 2006

Tribuna


Frida Kahlo, Vida e Obra, 1907 - 1954
no Centro Cultural de Belém (http://www.ccb.pt) de 24 de Fevereiro a 21 de Maio de 2006.

Saturday, March 11, 2006

Livros

Sunflowers, August 1888, Vincent Van Gogh
" When he was 20 Vincent was transferred, with a fine recommendation, to the London branch of Goupil's...He fell in love with the girl, but evidently did not bother to tell her. Troughout his life Van Gogh was given to weaving dreams in wich he saw the world not as it was but as he wanted to be; when he exposed his dreams he was devasteted to find that no one shared them. In the case of Ursula he assumed that the girl returned his love, or, at the least, that she would return it as soon as he stated his feelings. When at last he did, after about a year, he discovered that the thought of loving him had never entered her head.
Although others may find something faintly comic in the picture of the childishly optimistic young Dutchman with his thick accent, his incongruous hat and his lack of perception of the girl's feelings, the blow to Vincent was terrific. In the wake of his rejection he moved to other quarters where he lived alone, rarely seeing anyone and writing seldom. When he did communicate, his letters contained enigmatic Biblical quotations and fragments of melancholy poetry copied from whatever book he happened to be reading...the word "peculiar" began to be apllied to him."

The World of Van Gogh 1853 - 1890, by Robert Wallace and the Editors of Time-Life Books

Thursday, January 26, 2006

Fotografias

Já passou


Já passou, já passou
Se você quer saber
Eu já sarei, já curou
Me pegou de mal jeito
Mas não foi nada, estancou

Já passou, já passou
Se isso lhe dá prazer
Me machuquei, sim, supurou
Mas afaguei meu peito
E aliviou
Já falei, já passou

Faz-me rir, ha ha ha
Voce saracoteando daqui pra
acolá
Na Barra, na farra
No Forro Forrado
Na Praça Maua, sei la
No Jardim de Ala
Ou no Clube de Samba
Faz me rir, faz-me engasgar
Me deixa catatônico
Com a perna bamba

Mas já passou, já passou
Recolha o seu sorriso
Meu amor, sua flor
Nem gaste o seu perfume
Por favor
Que esse filme
Já passou

Chico Buarque, 1980